RELACIONAMENTOS FALIDOS

Por Patrícia Trigo

Autora do Manual de Sobrevivência ao pé na Bunda

 

Vocês já se deram conta da quantidade de relacionamentos falidos que existem? Aquele tipo de relacionamento que ainda vive porque tem alguém segurando as pontas pelas unhas?!

Quando a gente vê algum(a) amigo(a) vivendo essa relação, ficamos incrédulos por ele(a) estar nessa.

Mas, e quando somos nós mesmos os protagonistas?

Quando reconhecemos a situação e não fazemos nada daquilo que pensamos e/ou sugerimos para aquele(a) amigo(a), qual a explicação?

Será que nossa justificativa é diferente e mais plausível do que a do outro?

A resposta é sim, mas também é não. É diferente, porque somos pessoas diferentes em situações diferentes (algumas vezes, é claro). Mas, ao mesmo tempo, são todas iguais porque se acomodam no mesmo sentimento.

Você deve ter pensando: amor! No entanto, eu vou mais fundo. Quero falar de outro sentimento. O medo.

Sim, medo… de ficar sozinho(a), do que os outros vão pensar/falar, de não conseguir seguir em frente ou de se sustentar…

Medo, aquele sentimento paralisante que te faz ficar em um relacionamento que você sabe que não vai chegar a lugar algum.

Não entenda mal, não estou aqui te julgado. Atire a primeira pedra quem nunca foi esse personagem na sua história de vida.

Então por que estou falando isso tudo? Primeiro, porque quero que você saiba que não está sozinho(a) no mundo.

Segundo, para reforçar algo que você já sabe: um relacionamento precisa de muito mais que amor para dar certo.

Pessoas são diferentes não só em características, personalidade ou objetivos. Cada um de nós carrega o peso das suas experiências de vida, a criação, as crenças limitantes (essas que nos fizeram acreditar que eram verdade). Mas o que é realmente verdade?

Para essa escritora, verdade é o que funciona para você, exclusivamente você. Cada um de nós tem a sua verdade, e aí começam os problemas.

O que funciona para você nem sempre funciona para o outro, e a gente insiste, briga, tenta mudar, e, no final, acaba sempre em um impasse: ou você cai fora, ou você aceita a verdade do outro.

E aí voltamos para o início desse texto, porque é muito difícil abrir mão da sua verdade pela do outro.

Compliquei sua vida? Deixei você confuso(a)?

Que bom, porque minha intenção não é justificar o injustificado, apenas fazer você pensar, considerar onde está, o que está vivendo e o mais importante: se está funcionando para você.

Consegue lidar com a diferença entre vocês? Maravilhoso!!!

Não consegue? Então está na hora de considerar uma mudança.

Não consegue sozinho(a)? Quem disse que precisa? Busque apoio. Um amigo, seus pais ou até mesmo um profissional; afinal, terapia não é coisa de maluco, tá?

O que você precisa ter gravado na sua mente é que o único relacionamento que não pode falir é o seu consigo mesmo. Mas isso fica para um próximo dia.

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