ESCREVENDO DIFERENTES GÊNEROS LITERÁRIOS

 Por Denise Flaibam

Como leitora, sempre fui apaixonada por livros de fantasia; eu me tornei leitora por causa deles, afinal. Cresci com histórias sobre mundos fantásticos e pessoas com poderes especiais e criaturas encantadas. Então, esse foi o primeiro gênero literário no qual eu me aventurei como escritora. Ainda hoje é o meu favorito, quando me sento para escrever uma história nova.

Mas, com o tempo, o fascínio por outros tipos de livros cresceu. Ficções científicas me encantaram, comédias românticas roubaram meu coração, tramas de suspense me causaram todo tipo de nervoso… E eu queria me aventurar no mundo da escrita assim também.

Enquanto escrevia a série Os Mistérios de Warthia – desde 2013 – me arrisquei em outras temáticas. E gostei muito do que vivi com elas. A Fantasia ainda é meu xodó, meu conforto, o gênero literário que busco quando quero me sentir em casa. No entanto, os outros abriram um mundo de novas possibilidades para mim como escritora.

E viver alguns desafios é sempre uma experiência boa.

A primeira história pós-Warthia que escrevi foi uma ficção histórica com toques de fantasia. Rubi de Sangue é um livro único e envolve a era de ouro da pirataria e dois capitães inimigos buscando por um tesouro amaldiçoado pelos deuses. A parte fantástica foi fácil, mas colocar o pé no chão e dizer a mim mesma “não, não teremos centauros e dragões nesse livro” foi desafiador. E deu muito certo porque Rubi de Sangue ainda é um dos meus livros favoritos!

Depois, me envolvi em um apocalipse zumbi com a duologia Fronteiras Artificiais – As Coisas que Perdemos e As Coisas que Encontramos, e eis um gênero que todo mundo conhece e já viu, porque zumbis estão saturados no mundo da ficção, mas continuam oferecendo um mar de histórias novas.

Acho que a melhor surpresa que tive nessas andanças por temáticas foi com Mônica e Enzo e Todos os Dias, e os livros posteriores dessa série – que é uma comédia romântica. Tem dramas reais, tem muito bom humor, tem desafios que não exigem profecias e batalhas, e eu adorei escrever! Tanto que o livro seguinte, Lílian e Gregório e a Segunda Chance, foi escrito num piscar de olhos e roubou meu coração para todo o sempre.

Atualmente, depois da odisseia que foi terminar O Império de Fogo, eu arranjei um tempinho para trabalhar em um livro sobre bruxas brasileiras, 100% contemporâneo, em parceria com a minha amiga Bianca da Silva. E, também, no livro do universo Vigilantes do Amanhã (que ganhou o público com os contos Como arruinar seu dia de folga e Como arruinar sua reputação de vilã).

Depois disso, quem sabe? Eu tenho uma história sobre piratas rebeldes num universo steampunk, uma releitura de Orgulho e Preconceito que se passa nas praias do Brasil, o princípio de uma ideia sobre uma Space Opera e infinitas oportunidades de dar vida a todos esses livros.

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